Domingo, 20 de Junho de 2010

Rainbow Rose Portugal na 11ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa (III)

publicado por José Reis Santos às 19:12
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Rainbow Rose Portugal na 11ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa (II)

publicado por José Reis Santos às 19:11
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Rainbow Rose Portugal na 11ª Marcha do Orgulho LGBT em Lisboa (I)

publicado por José Reis Santos às 18:50
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Declarações do Gonçalo Clemente Silva, da Rainbow Rose Portugal, ao site dezanove

Gonçalo Clemente Silva apresenta o Rainbow Rose Portugal como “inserido numa rede europeia do PS europeu que promove todas as questões relacionadas com a promoção da igualdade no que respeita ao sexo, ‘raça’ ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, orientação sexual e identidade de género, de acordo com os artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa”. Segundo o porta-voz, “faz todo o sentido a presença nesta marcha, já que esta é o ponto alto e mais visível de uma luta pelos Direitos Humanos e queremos por isso mostrar a nossa solidariedade, empenho e visibilidade.”

 

Declarações publicadas no site dezanove

publicado por José Reis Santos às 18:45
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Terça-feira, 9 de Março de 2010

8 de Março

 

Neste 8 de Março celebrou-se mais uma vez o Dia Internacional da Mulher. A data é sempre importante, mas este ano assume um significado histórico acrescido, celebrando-se os 100 anos da instituição deste dia.
Em 1910 a Conferência Internacional das Mulheres Trabalhadoras, reunida em Copenhaga, decidiu por unanimidade instituir o Dia Internacional da Mulher para que fosse dada a devida relevância à igualdade de género e à importância da participação da mulher na vida em sociedade.
Passado este século, a realidade é, felizmente, completamente diferente daqueles anos iniciais do século XX, tendo as mulheres conquistado arduamente um lugar na sociedade. Contudo, ainda não é certamente o lugar que lhes é devido e que merecem, pois estamos longe de ver assegurada a plena igualdade de direitos e de dignidade social entre homens e mulheres.
Somos muitas vezes tentados, ao ver o caminho percorrido, a achar que estamos muito longe das piores situações de desigualdade que a História nos relata. Esquecemo-nos de que essas desigualdades ainda existem em muitos países no mundo, por vezes bem perto das nossas fronteiras europeias. Esquecemo-nos ainda de que o seu derrube nem sempre representa uma conquista remota: na Suíça, o sufrágio universal para as mulheres só foi conseguido em 1971, enquanto em Espanha só em 1977 foi restaurada essa conquista da II República. Note-se ainda que, em Portugal, até 1974, o acesso à magistratura ou à carreira diplomática encontrava-se legalmente vedado às mulheres e que só com a revisão do Código Civil em 1977 se consagrou a igualdade de cônjuges no casamento.
Acima de tudo esquecemo-nos que sob uma aparente igualdade na nossa sociedade existem ainda discriminações fortíssimas que têm de ser expostas e combatidas.
Em Portugal as mulheres continuam ainda particularmente excluídas dos centros de decisão, apesar dos esforços que têm sido feitos para compensar o nosso atraso. Existe ainda uma disparidade gritante ao nível do emprego: em 2008 as mulheres representavam 52,7% do desemprego total, mas no que toca aos desempregados com formação superior esta percentagem sobe para 71,4%.
Mas talvez a discriminação mais chocante resida no facto de as mulheres continuarem a receber menos do que os homens com mesmas categorias profissionais. E, sublinhe-se, este fenómeno verifica-se tão mais intensamente quanto mais qualificado é o nível de emprego, atingindo mesmo uma disparidade de salário de 30% no caso dos quadros superiores.
Assim, a sociedade ainda impõe uma dupla discriminação às mulheres. Não só é mais difícil a uma mulher ascender na carreira e atingir posições de destaque e liderança, como, mesmo quando o consegue, ela é discriminada e tratada como inferior aos seus pares homens.
São estas situações que clamam por uma solução urgente e que devem ser activamente combatidas. Não podemos abandonar nunca a causa da igualdade nem podemos permanecer passivamente à espera enquanto metade dos cidadãos da República são discriminados diariamente.
É também na linha da frente deste combate pela igualdade que a Rainbow Rose Portugal quer desenvolver a sua acção, contribuindo para uma sociedade mais tolerante e solidária e, acima de tudo, mais justa.
 
Gonçalo Clemente Silva
Porta-Voz da Rainbow Rose Portugal

 

 

publicado por Rainbow Rose às 15:46
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Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Notícia Lusa - 11 Fevereiro (2 de 2)

 

Lisboa, 11 fev (Lusa) - Silvio Berlusconi tem de ser vencido naspróximas eleições legislativas e, para tal, os partidos da oposição têm unir esforços, defendeu Anna Paola Concia, deputada do Partido Democrático, vincando que a democracia italiana "está doente".
A deputada do principal partido da oposição italiano (centro-esquerda, com 119 senadores e 217 eleitos na Câmara dos Deputados) esteve em Lisboa para apadrinhar a adesão de Portugal à Rainbow Rose, rede que agrega 15 partidos socialistas europeus no combate contra a discriminação e que tem feito pressão para colocar na agenda política temas como os direitos de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros.
Anna Paola Concia, a primeira deputada italiana assumidamente lésbica, tem feito críticas severas ao comportamento do primeiro-ministro italiano.
Em entrevista à agência Lusa, reagiu com gargalhadas quando ouviu aprimeira pergunta sobre Silvio Berlusconi. Mas rapidamente ficou séria para reafirmar que o atual chefe de Governo italiano é "sexista": "Ele acha que as mulheres são menos do que os homens, vive noutra era, está fora do tempo".
Mas o pior não é o envolvimento de Silvio Berlusconi em escândalos sexuais nem as suas tiradas despropositadas a propósito do sexo feminino, realçou. "O grande problema é que ele controla a maioria da comunicação social - jornais, televisão, editoras", frisou.
Embora condene a aprovação recente da lei sobre o impedimento legítimo, mais "uma lei incrível, impossível noutro país defensor dos direitos cívicos", que permitirá a Berlusconi esquivar-se de novo aos tribunais, Concia quer mesmo é "vencê-lo na política, nas eleições de2013".
"De cada vez que ele é acusado, transforma-se em vítima, e ele não é nenhuma vítima", disse. A deputada acredita que "em Itália as pessoas são melhores do que os políticos". Mas então como pode Berlusconi continuar no poder? Anna Paola Concia encolhe os ombros, antes de dizer: "Ele foi votado pela maioria dos italianos, e também pelas mulheres. Mas acho que a sua época está a chegar ao fim."
A deputada crê que Berlusconi sairá de cena em 2013 e defende, para isso, uma aliança entre os partidos da oposição, que têm a "missão" de defender "uma ideia de sociedade melhor" do que a defendida pelo atual primeiro-ministro italiano. Para já, reconheceu, a oposição não tem colaborado sempre, "mas nos últimos dias começou a perceber que tem de trabalhar em conjunto, porque tem de vencer as próximas eleições"."A nossa democracia está doente e temos de a curar", apelou Anna Paola Concia.

 

publicado por Rainbow Rose às 16:44
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Notícia Lusa - 11 Fevereiro (1 de 2)

 

Lisboa, 11 fev (Lusa) - Porta-voz da lei contra a homofobia em Itália, a deputada Anna Paola Concia sentiu-se "sozinha" quando aquela foi rejeitada no parlamento, mas promete tentar de novo, já este mês.
A razão para a rejeição "é simples", sublinhou a deputada, em entrevista à agência Lusa: "Somos um país homofóbico e a política italiana é homofóbica."
A deputada do Partido Democrático italiano, principal partido da oposição (centro-esquerda, com 119 senadores e 217 eleitos na Câmara dos Deputados), esteve em Lisboa para apadrinhar a adesão de Portugal à Rainbow Rose, rede que agrega 15 partidos socialistas europeus no combate contra a discriminação e que tem feito pressão para colocar naagenda política temas como os direitos de lésbicas, homossexuais, bissexuais e transgéneros (LGBT).
Depois de no verão se terem registado "muitos ataques contrahomossexuais e transexuais" em Itália, o Partido Democrático – por iniciativa de Anna Paola Concia, a primeira deputada italiana assumidamente lésbica - apresentou uma lei contra a discriminação com base na orientação sexual, mas aquela que ficou conhecida como a "lei Concia" foi chumbada.
Na altura, Anna Paola Concia disse que tinha vergonha de pertencer ao parlamento italiano. Sentiu-se "sozinha" e criticou os colegas por "nada fazerem" e serem "passivos". "Não perceberam como [a lei] era um sinal importante contra o racismo e a homofobia, contra o medo de se ser diferente", lamentou.Apesar da vergonha, acredita que pode mudar as coisas a partir de dentro.
"A lei era uma grande oportunidade", mas a "maioria homofóbica" não o permitiu, disse a deputada, acreditando que "com mais trabalho" vai "conseguir aprovar a lei no próximo mês". "É inacreditável que em 2009 um dos países mais importantes do mundo, como Itália, não aprove uma lei contra a homofobia", realçou.
Apesar de descrever o seu país como "racista e homofóbico", a deputadadistingue os cidadãos dos políticos. "Em Itália, as pessoas são melhores do que os políticos", realçou,acrescentando: "É uma situação estranha, imagino que para vocês sejadifícil de entender, mas em Itália há uma grande distância entre os políticos e o povo."
Atualmente, destacou a deputada, não há em Itália "nenhuma lei contra a discriminação ou sobre os direitos cívicos" de lésbicas, homossexuais, bissexuais e transgéneros. "Não há qualquer proteção e a discriminação no trabalho é comum. Se se quiser discriminar, pode-se, porque não há uma lei que o proíba. Pode-se atacar um homossexual na rua, pode-se ser homofóbico", critica.
Anna Paola Concia falou ainda dos recentes ataques contra imigrantes na localidade de Rosarno (região da Calábria, Sul de Itália), descrevendo-os como o mais recente exemplo de "um clima" iniciado em julho, quando "a maioria [política] aprovou uma lei que diz que umclandestino é um criminoso". "É uma lei racial, que remonta ao fascismo", acusou, admitindo que o "risco de voltar a esse tempo" existe, porque os italianos não têm"grandes anticorpos contra o fascismo". "Somos um povo estranho, superficial, um país fechado. Vivemos alheados do mundo e achamos que podemos escapar à imigração", refletiu, contrapondo que os imigrantes "asseguram muitos dos trabalhos que os italianos se recusam a fazer".
"Estou preocupada com o meu país, com o meu povo, com a minhapolítica. Há momentos simbólicos na vida de um país e esse [o da votação da lei contra a homofobia] era um deles", afirmou.
Lusa/fim

 *** Sofia Branco (texto) ***

publicado por Rainbow Rose às 16:43
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Sexta-feira, 12 de Fevereiro de 2010

Entrevista com Anna Paola Councia (revista Sábado)

publicado por Rainbow Rose às 13:59
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Segunda-feira, 8 de Fevereiro de 2010

Rainbow Rose - Press Release nº 1

 

Comunicado de imprensa nº 1
4 Fevereiro 2010


 
 
A Associação «Rainbow Rose Portugal» convida para a sua sessão de apresentação pública que decorre no dia 8 Fevereiro, pelas 19.00, no Chapitô, na Costa do Castelo, em Lisboa. A sessão contará com a participação dos seguintes oradores:
·        Anna Paola Concia, Deputada do Partido Democrático Italiano;
·        Michael Liebflinger, membro do Soho (Áustria) e do Comité Executivo da Rainbow Rose;
·        Ana Catarina Mendes, deputada do grupo parlamentar doPartido Socialista;
·        Gonçalo Clemente Silva, Rainbow Rose Portugal.
 
Contacto para imprensa:
Cláudia Ferreira – 91 030 97 63 | Gonçalo Clemente Silva – 96 334 62 57
 
 
A Rainbow Rose Portugal
A Rainbow Rose Portugal inscreve-se nos princípios e no espaço político do socialismo democrático e partilha de uma visão progressista do Mundo e da sociedade. Defende uma sociedade aberta, livre e inclusiva, onde seja atingida e praticada a igualdade plena entre as mulheres e os homens que a constituem.
 
Neste sentido, é objectivo da Rainbow Rose Portugal servir de catalisador para o desenvolvimento de abordagens políticas e sociais mais coerentes e assentes nos direitos da igualdade e da não discriminação e combater todas as formas de discriminação, especialmente as consagradas nos artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa: sexo, “raça” ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, e orientação sexual, bem como identidade de género.
 
 
Vai ser apresentada na próxima segunda feira em Lisboa (no Chapitô), a primeira associação portuguesa destinada a trabalhar sobre todas as formas de discriminações. Vai ser chamada «Rainbow Rose Portugal». 

Deixo um resumo das suas intenções:
A Rainbow Rose Portugal
A Rainbow Rose Portugal inscreve-se nos princípios e no espaço político do socialismo democrático e partilha de uma visão progressista do Mundo e da sociedade. Defende uma sociedade aberta, livre e inclusiva, onde seja atingida e praticada a igualdade plena entre as mulheres e os homens que a constituem.
 
Neste sentido, é objectivo da Rainbow Rose Portugal servir de catalisador para o desenvolvimento de abordagens políticas e sociais mais coerentes e assentes nos direitos da igualdade e da não discriminação e combater todas as formas de discriminação, especialmente as consagradas nos artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa: sexo, “raça” ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, e orientação sexual, bem como identidade de género.

E a apresentação da sua sessão inaugural:
A Associação «Rainbow Rose Portugal» convida para a sua sessão de apresentação pública que decorre no dia 8 Fevereiro, pelas 19.00, no Chapitô, na Costa do Castelo, em Lisboa. A sessão contará com a participação dos seguintes oradores:
·        Anna Paola Concia, Deputada do Partido Democrático Italiano;
·        Michael Liebflinger, membro do Soho (Áustria) e do Comité Executivo da Rainbow Rose;
·        Ana Catarina Mendes, deputada do grupo parlamentar doPartido Socialista;
·        Gonçalo Clemente Silva, Rainbow Rose Portugal.
publicado por Rainbow Rose às 16:49
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Rainbow Rose - Declaração de apresentação

 

«Na definição e execução das suas políticas e acções, a União tem por objectivo combater a discriminação em razão do sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual».
Artigo 10º do Tratado de Lisboa
 
A Igualdade enquanto missão inacabada
A luta pela igualdade plena é o combate político e social das gerações actuais e a base de uma visão progressista do Mundo. A Rainbow Rose Portugal pretende assumir o compromisso de continuar a honrar o caminho trilhado por tantos e tantas que acreditaram que era possível construir uma sociedade onde a todos e todas sejam dadas direitos e oportunidades iguais e onde a todos e todas seja permitida a realização plena da sua personalidade e a busca da felicidade individual, independentemente do seu sexo, raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.
As mais-valias individuais e colectivas da diversidade e do pluralismo devem ser valorizadas pelo contributo positivo que todos e todas podem dar. Acreditamos, pois, que podemos alcançar mais elevados níveis de progresso social, económico e cultural se assegurarmos o desmantelamento das barreiras à integração de todos e todas no tecido social, prosseguindo acções positivas para superar as desigualdades e alcançar a plena e real igualdade, com particular destaque para o acesso à educação, ao emprego e à cultura; na linha, aliás, do que vem sido postulado pela Estratégia de Lisboa para o Crescimento e o Emprego e pelas políticas públicas prosseguidas pela União Europeia e pela maioria dos seus Estados-membros.
Infelizmente, somos forçados a reconhecer que, apesar de a não discriminação constituir hoje um princípio fundamental da União Europeia, inscrito nos artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa e dos muitos progressos registados na promoção da igualdade, subsistem ainda um pouco por toda a Europeia desigualdades e discriminações com custos substanciais para os cidadãos e para a sociedade.
A discriminação não é apenas uma palavra com impacto simbólico e relevo no discurso político, é uma realidade com tradução directa no aparecimento de violência física e psicológica, de preconceitos e de estereótipos castradores do desenvolvimento individual de milhões de pessoas. Homens e Mulheres continuam hoje ainda a ser privados de acesso a direitos, bens e serviços essenciais, ostracizados pelos seus vizinhos, prejudicados nas suas actividades profissionais, e mesmo, em casos mais graves, perseguidos, torturados ou assassinados por motivos relacionados com a sua religião, com a sua origem étnica ou com a sua orientação sexual.
A violência chega mesmo a aparecer inscrita nas leis de alguns países da União Europeia, seja através da permanência latente de preconceitos antigos, seja através da institucionalização sub-reptícia ou explícita da homofobia ou do racismo. Episódios recentes na Lituânia ou em Itália demonstram que a complacência e cumplicidade com a discriminação desaguarão, invariavelmente, num aumento de actos de violência contra os destinatários do preconceito.  
Perante a necessidade de dar resposta aos problemas identificados na promoção da igualdade deparamos hoje na Europa com duas visões bem distintas da sociedade. A uma abordagem progressista, que reconhece a igualdade dos seus cidadãos e cidadãs e procura a sua integração plena na sociedade contrapõe-se uma concepção conservadora, desinteressada em assegurar que a mudança social opere através dos instrumentos de correcção de desigualdades ao dispor dos poderes públicos e da sociedade civil, e que, nas suas manifestações mais sectárias, procura mesmo formatar toda a sociedade segundo os seus próprios padrões morais. Face a esta opção ideológica essencial, cumpre-nos promover uma agenda progressista, que desenvolva uma nova cultura política que sintetize direitos cívicos e sociais numa plataforma que caminhe para a construção de uma sociedade aberta e inclusiva, onde seja permitido – a todos e a todas – o alcance da realização e satisfação individuais. Achamos que a Rainbow Rose pode e deve representar um instrumento essencial para o efeito e que chegou o momento certo de incluir Portugal neste mapa da igualdade europeia.
 
A Rainbow Rose na Europa e em Portugal
 
A rede da Rainbow Rose na Europa foi criada junto do Partido Socialista Europeu em 2005-2006, depois de anos de conversações entre os seus principais membros constituintes. Apesar de recentemente se ter dedicado ao trabalho político na área da discriminação em função da orientação sexual, tem nos seus princípios fundadores o combate a todas as formas de discriminação. Actualmente é composta por 18 membros (identificados em anexo), provenientes de 15 países da União Europeia e da Suíça, revelando diversas formas de organização e de relacionamento com as organizações partidárias do socialismo democrático dos respectivos países, que vão desde associações da sociedade civil, passando por grupos autónomos dos Partidos políticos associados, a departamentos políticos plenamente integrados nos respectivos Partidos.
É enquadrada pelos valores e objectivos da promoção da igualdade e imbuída do mesmo espírito de missão das suas congéneres europeias, que a Rainbow Rose Portugal hoje se apresenta, reclamando para a sua acção os princípios do socialismo democrático e a partilha de uma visão progressista do Mundo e da sociedade, defendendo a construção de uma sociedade aberta, livre e inclusiva, onde seja atingida e praticada a igualdade plena entre as mulheres e os homens que a constituem.
Acresce ainda que, representando a discriminação em função da orientação sexual um dos temas centrais na actuação da Rainbow Rose Portugal, é num clima de optimismo motivado por avanços históricos recentes nesta área particular que entendemos ser a altura para iniciar a nossa actividade. De facto, o mês de Janeiro de 2009 será recordado pelos passos alcançados na luta contra a discriminação através da aprovação na generalidade da proposta de lei que permitirá o acesso ao casamento civil por casais de pessoas do mesmo sexo. Foi um passo decisivo no caminho para a Igualdade plena, mas que revela também que há ainda um extenso caminho a percorrer, um caminho ao qual a Rainbow Rose quer estar associada e no qual quer estar empenhadamente na linha da frente: seja na frente da luta pela igualdade jurídica na parentalidade, seja no acesso à Procriação Medicamente Assistida por todos e todas, seja nos esforços a desenvolver para a aprovação de uma lei de identidade de género, a Rainbow Rose Portugal almeja representar o elo nacional de uma cadeia europeia de partilha de experiências e de dedicação a uma causa.  
Afinal, é tendo em conta que no código genético do socialismo democrático se encontra gravada a promoção da igualdade e a luta contra todas as formas de discriminação que definimos como espaço privilegiado da nossa actuação o do socialismo democrático. É o espaço político onde nos revemos e onde verificamos que se concretizam os ideais de igualdade que defendemos. Assim sendo, interessa trabalhar junto deste espaço, formar os seus quadros e contribuir para a construção de um quadro mental mais completo e adaptado às realidades da nossa contemporaneidade, actuando em condições de plena igualdade entre todos e todas.
 
O nosso projecto: um compromisso com a igualdade
Neste sentido, é objectivo da Rainbow Rose Portugal servir de catalisador para o desenvolvimento de abordagens políticas e sociais mais coerentes e assentes nos direitos da igualdade e da não discriminação e combater todas as formas de discriminação, especialmente as consagradas nos artigos 10º e 19º do Tratado de Lisboa, a saber: sexo, origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade, e orientação sexual, bem como identidade de género.
No concreto, importa continuar a lutar pela remoção de todas as cláusulas discriminatórias que ainda subsistem nos nossos textos legais, pela integração plena e activa dos grupos de imigrantes que recebemos e por uma verdadeira integração multicultural, sem esquecer a importância da promoção de um quadro activo e progressista que consagre e inscreva a tolerância religiosa como um valor e uma atitude cultural essencial.
Importa contribuir para a formação de um novo quadro mental que não enquadre a questão da deficiência em leituras caritativas, mas antes inclusivas e que entenda que o acesso às oportunidades não deve ser restrito aos jovens ou às classes activas, mas antes alargado a todo o período da vida humana. Importa ainda continuar o caminho para uma igualdade plena entre os sexos e promover a igualdade entre homens e mulheres no que diga respeito ao mercado de trabalho ou ao acesso aos lugares da decisão política e económica.
E, por fim, importa não deixar de lutar pelo fim das discriminações em função da orientação sexual, realizando a igualdade plena perante a lei, eliminando as formas de discriminação que ainda resistam nas normas jurídicas herdadas de outros tempos.
Para alcançarmos estes objectivos, é nossa intenção dinamizar e contribuir de forma activa e empenhada para o debate público a realizar em Portugal em torno da temática da igualdade, promovendo encontros e eventos sobre as suas múltiplas manifestações, fomentando campanhas informativas, promocionais e educativas e desenvolvendo inquéritos e estudos sobre as diversas áreas em que se desmultiplica.
Nesta senda, procuraremos ainda potenciar parcerias multilaterais com a sociedade civil, integrando a rede internacional da Rainbow Rose e fomentando as trocas transnacionais de informação e de difusão de boas práticas a nível comunitário, de forma a podermos trabalhar junto do quadrante político que connosco partilha uma visão progressista da sociedade, o do socialismo democrático. O desafio fica lançado, esperamos poder contar com todos e todas.
 
 
Membros da Rede da RAINBOW ROSE EUROPA
 
SoHo (Áustria) | Delegados LGBT do PS (Belgica francófona) | Delegados LGBT do SP.a (Bélgica flamenga) | Delegados LGBT SD (Dinamarca) | Vikerroos (Estónia) | Pinkkiruusu (Finlandia) | Homosexualités et Socialisme (França) | Schwusos (Alemanha) | OST/PASOK (Grecia) | Labour LGBT (Irlanda) | Gayleft (Itália) | Rosa Arcobaleno (Itália) | PvdA Netwerk Homo Emancipatie (Holanda) | Delegados LGBT do SDPL (Polonia) | Grupo LBGT do PSOE (Espanha) | Hbt(s) (Suécia) | Commission LGBT du PSS (Suiça) | LGBT Labour (Reino Unido) |
publicado por Rainbow Rose às 16:39
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